Quem Amamenta Pode Tomar Chá de Cravo? Entenda

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Conheça os efeitos do chá de cravo durante a amamentação, com orientações da Dra. Renata Giacometti.

Conhecido por seu aroma marcante e propriedades digestivas, ele é usado tradicionalmente para reduzir gases, aliviar cólicas leves e até proporcionar uma sensação de relaxamento. Mas surge a dúvida: será que quem amamenta pode tomar chá de cravo sem prejudicar o bebê?

A pediatra Dra. Renata Giacometti explica que, em geral, o consumo moderado do chá de cravo é considerado seguro durante a amamentação.

No entanto, como os compostos ativos da planta podem passar para o leite materno, é fundamental observar a reação do bebê e seguir sempre a orientação de um profissional de saúde. Neste artigo, você vai entender melhor como o chá de cravo age, seus benefícios, os cuidados necessários e alternativas seguras.


O que é o Chá de Cravo e Como Atua

O cravo-da-índia é uma especiaria rica em eugenol, um composto com ação antioxidante, antimicrobiana e digestiva. Tradicionalmente, o chá de cravo é utilizado para:

  • Melhorar a digestão
  • Reduzir gases e cólicas leves
  • Estimular o apetite
  • Proporcionar efeito aromático e relaxante


Durante a amamentação, é importante considerar que todos os compostos consumidos pela mãe podem chegar ao bebê pelo leite materno, ainda que em pequenas quantidades. Por isso, o consumo deve ser moderado e consciente.

Benefícios e Riscos do Chá de Cravo na Amamentação

A Dra. Renata Giacometti orienta que o consumo de chá de cravo, em pequenas doses, pode trazer alguns benefícios à saúde da mãe, mas deve ser feito sempre com cautela e acompanhamento.

Benefícios para a mãe: o chá de cravo pode ajudar na digestão, reduzir gases e aliviar desconfortos abdominais leves. Além disso, seus compostos aromáticos têm efeito calmante, que pode contribuir para momentos de relaxamento durante o período de amamentação — fase em que muitas mulheres lidam com cansaço físico e emocional.

Efeitos potenciais no bebê: como todo alimento ou bebida ingerido pela mãe, as substâncias presentes no cravo podem passar para o leite materno. Em excesso, o eugenol, principal composto ativo, pode alterar o sabor do leite, reduzir a aceitação do bebê ou até provocar episódios de cólica e irritabilidade. A pediatra reforça que observar as reações da criança é fundamental para identificar qualquer sinal de desconforto.

Segurança: quando consumido de forma moderada, como uma xícara em dias alternados, o chá de cravo não costuma oferecer riscos relevantes. Ainda assim, a Dra. Renata destaca que o ideal é sempre avaliar a individualidade de cada bebê e suspender o uso caso haja mudança no comportamento ou no padrão de amamentação.

Quando Evitar o Chá de Cravo

O consumo do chá deve ser evitado em algumas situações específicas:

Histórico de alergias: mães ou bebês sensíveis a especiarias devem evitar.

Excesso de consumo: ingerir várias xícaras por dia pode causar irritação digestiva ou alterações no paladar do leite.

Bebês com digestão sensível: se houver gases, cólicas, refluxo ou alterações no sono, o chá deve ser suspenso até avaliação profissional.


Pós-parto imediato: algumas especiarias podem estimular contrações leves, especialmente no início do pós-parto, tornando essencial a orientação do pediatra.


Preparando o Chá de Cravo com Segurança

  1. Use 1 a 2 cravos em uma xícara de água quente

  2. Deixe em infusão por 5 a 10 minutos

  3. Evite adoçar com açúcar, mel ou adoçantes artificiais

  4. Consuma moderadamente, observando sempre a reação do bebê


Observando o Bebê

Mesmo quando o consumo do chá de cravo é moderado, a observação atenta do bebê é fundamental. Isso porque cada criança reage de forma diferente às substâncias que chegam até ela pelo leite materno. Alguns sinais podem indicar sensibilidade ou desconforto:

Aumento de gases ou cólicas: se o bebê demonstrar choro mais intenso ou dificuldade em liberar gases após a mamada, pode estar relacionado ao consumo do chá.


Irritabilidade ou alterações no sono: mudanças no padrão de descanso, como despertares frequentes ou dificuldade para adormecer, também podem ser indícios de incômodo.


Recusa parcial do leite materno: caso o bebê mame menos do que o habitual ou demonstre resistência, pode ser devido à alteração do sabor do leite.


Pequenas alterações na pele: erupções, vermelhidão ou irritações cutâneas podem ser sinais de reação ao contato com os compostos transmitidos pelo leite.


A Dra. Renata Giacometti destaca que, diante de qualquer um desses sintomas, o ideal é suspender imediatamente o uso do chá e procurar o pediatra. O acompanhamento médico garante segurança e evita que pequenos sinais evoluam para desconfortos maiores.

Alternativas Seguras de Chás para Amamentação

Para mães que buscam chás digestivos ou calmantes, existem opções com maior segurança comprovada:

Chá de camomila: efeito relaxante e seguro, podendo ajudar na redução de agitação do bebê indiretamente.


Chá de erva-doce: tradicional para digestão e alívio de gases, seguro em pequenas doses.


Chá de hortelã suave: auxilia na digestão e refresca, mas deve ser consumido moderadamente, pois pode reduzir a produção de leite em excesso.


A Dra. Renata reforça que, embora sejam naturais, todos os chás devem ser consumidos com moderação e observação dos efeitos no bebê, pois cada criança reage de forma diferente.

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Um pilhade cravo-da-índia em uma colher de pau. Foto: @Freepik, disponível em freepik.com

Moderação e Rotina Alimentar

É importante lembrar que o chá de cravo não deve substituir refeições, o leite materno ou a hidratação adequada. O papel dele é apenas complementar a rotina, sem alterar a alimentação do bebê nem interferir na produção de leite.

Para isso, especialistas recomendam introduzir o chá de forma gradual, começando com uma xícara em dias alternados, sempre aliado a uma alimentação equilibrada e à ingestão suficiente de líquidos.

Também é fundamental evitar chás concentrados ou industrializados, que podem trazer riscos, e manter o consumo dentro de uma rotina segura, observando constantemente como o bebê reage.

Mitos Comuns Sobre o Chá de Cravo e Amamentação

  1. Chá de cravo aumenta a produção de leite
     Muitas mães acreditam que o chá pode aumentar a lactação de forma significativa. A Dra. Renata Giacometti esclarece que não há comprovação científica para isso. O consumo do chá pode trazer sensação de bem-estar para a mãe e, indiretamente, favorecer a amamentação, mas não atua diretamente na produção de leite.

  2. Chá de cravo elimina cólicas do bebê
    Embora algumas mães relatem melhora nos desconfortos digestivos do bebê, os efeitos do chá de cravo no bebê são indiretos e variam de criança para criança. O que alivia cólicas é, principalmente, a digestão saudável da mãe e a observação de hábitos alimentares adequados.

  3. Chá natural não precisa de cuidado
    Mesmo sendo uma bebida natural, o chá de cravo deve ser consumido com atenção. Toda substância ingerida pela mãe pode passar para o leite materno, por isso a moderação e a observação da reação do bebê são essenciais para garantir segurança e bem-estar.


Conclusão

O chá de cravo pode ser consumido de forma ocasional e moderada por mães que amamentam, desde que com atenção às reações do bebê e seguindo orientação profissional. Não há comprovação de riscos graves, mas excesso pode gerar desconforto para mãe e filho.

A Dra. Renata Giacometti reforça que sempre que houver dúvidas sobre dieta materna, chás ou suplementos, a melhor abordagem é conversar com o pediatra. Assim, é possível aproveitar bebidas naturais com segurança, garantindo bem-estar para mãe e bebê.


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